ANSIEDADE


Diante de um momento importante ou de uma situação decisiva é comum se ver diante de um episódio de ansiedade. Esta é uma emoção comum do ser humano e, na dose certa, pode ser saudável. Mas, quando se torna excessiva, deixa o indivíduo travado e atrapalha sua vida, apresentando sintomas específicos, pode se tornar uma doença psíquica. Dessa forma, pequenas ações, que antes eram normais, se transformam em um grande problema.

Causas
Não se sabe ao certo as causas do distúrbio de ansiedade, mas alguns fatores e doenças podem estar associados. Entre eles:

  • Genética: ter histórico familiar da doença;
  • Ambiente: passar por eventos traumáticos ou estressantes;
  • Mentalidade: o modelo de pensamento ou a forma como a pessoa estrutura suas linhas de raciocínio e encara as situações do dia a dia;
  • Depressão;
  • Doenças físicas: por exemplo, problemas cardiovasculares;
  • Doenças hormonais: entre elas o hipotireoidismo ou hiperadrenocorticismo (aumento da atividade da glândula adrenal);
  • Problemas respiratórios: como doenças pulmonares;
  • Dores crônicas;
  • Abuso de drogas: bebidas alcoólicas ou medicações.

Sinais e sintomas de ansiedade

Os sinais apresentados variam de acordo com cada indivíduo, mas, basicamente, envolvem uma série de sensações. Medo constante, dificuldade para dormir, enjoo e vômitos, resistência em socializar, cansaço excessivo e estresse.

Tipos
São seis tipos principais de ansiedade:

Fobia social: Consiste no medo exagerado de participar de eventos sociais com pessoas próximas ou desconhecidas. Existe um receio em ser avaliado, julgado ou criticado. Além disso, falar em público pode fazer travar, suar em excesso, ter taquicardia e falhar a memória.

Fobia: Trata-se de um temor crônico e paralisante relacionado a objetos, animais ou situações específicas. O sentimento pode surgir a partir de uma experiência real, por um pensamento particular ou situação marcante.

Ataque de pânico: Quando o indivíduo, sem motivo específico, sente que vai morrer. Costuma sentir o coração disparar, o corpo estremecer, náuseas e vômitos. Depois de alguns minutos, tudo volta ao normal.

TAG – Transtorno de Ansiedade Generalizada: Existe uma sensação incômoda e persistente de que algo vai dar errado. Nesse ciclo de preocupações, valoriza-se muito os problemas, enquanto a capacidade de resolvê-los é subestimada.

TOC- Transtorno Obsessivo Compulsivo: São pensamentos invasivos que são aliviados quando se repete um comportamento padronizado sem sentido lógico.

Estresse pós-traumático: Faz com que uma experiência ruim não saia da cabeça e volte a atormentar o indivíduo por meio de flashbacks. Junto às lembranças, ocorrem insônia, irritabilidade e pânico. É muito comum em soldados que retornam da guerra e vítimas de desastres.

Tratamento
Existem dois pilares no tratamento da ansiedade: a psicoterapia e os medicamentos. A indicação é avaliada de acordo com o caso, utilizando uma das vias ou ambas em conjunto. Entre as abordagens psicológicas, a que mais se destaca é a terapia cognitivo-comportamental. Assim, é possível identificar a crença que está atrapalhando o paciente e então transformá-la em um pensamento novo.

Já nos medicamentos, os que costumam ser mais prescritos são os inibidores seletivos de recaptação de serotonina/noradrenalina. Esses comprimidos reequilibram a química cerebral e afastam o risco de crises ou recaídas. Por conta da demora para aparecer resultados, outro grupo medicamentoso pode ser utilizado, os benzodiazepínicos. São calmantes por natureza e fazem efeito em um ou dois dias.


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